ESPECIALIDADES

Os cães e gatos estão cada vez mais deixando de ser simples animais de estimação e se tornando verdadeiros membros das famílias. Esta forte relação afetiva, faz com que os tutores queiram sempre o melhor para seus mascotes, exigindo um atendimento veterinário de excelência. Isto teve um reflexo muito importante sobre a medicina veterinária, o surgimento e aperfeiçoamento dos Médicos Veterinários Especialistas.

 

As especialidades veterinárias estão cada vez mais difundidas e presentes nas clínicas/hospitais veterinários e são ferramentas importantes para auxiliar os clínicos veterinários no atendimento dos pequenos animais. Os especialistas possuem expertise em determinados sistemas ou órgãos, como por exemplo os Nefrologistas que são especializados nas doenças dos rins. A excelência vêm de estudos constantes, muita experiência clínica na área, e títulos que se agregam a uma soma de fatores adquiridos no período após a graduação, como residência, mestrado e doutorado, fazendo com que o especialista se torne capacitado para tanto.

 

O papel do especialista é auxiliar os clínicos gerais na condução dos pacientes e não substituí-los. Ambos devem trabalhar em conjunto para que se obtenha o melhor resultado.  Portanto, se seu Pet possui alguma doença renal, vesical, prostática ou uretral, não deixe de procurar um nefrologista ou urologista veterinário.

NEFROLOGIA VETERINÁRIA

A Nefrologia Veterinária é uma especialidade dedicada às doenças renais que acometem os animais. Entre as enfermidades mais comuns, podemos citar a doença renal crônica e a lesão renal aguda, que possuem alta prevalência em pequenos animais. Além destas, o Nefrologista Veterinário também é responsável pelo diagnóstico, tratamento e prevenção das seguintes condições:

 

  • Lesão renal aguda;

  • Doença renal crônica;

  • Hipertensão arterial;

  • Infecções urinárias (pielonefrites, abscessos renais);

  • Litíase renal e nefrocalcinoses;

  • Doenças renais císticas;

  • Doenças glomerulares;

  • Nefrites;

  • Nefropatias obstrutivas;

  • Biópsia Renal;

  • Terapias dialíticas (hemodiálise e diálise peritoneal).

Como muitas vezes as doenças renais tem início silencioso, o tutor precisa ficar atento a sinais como por exemplo perda progressiva de peso, doença periodontal de progressão rápida, sede excessiva, produção urinária excessiva ou diminuída, urina com sangue ou espuma e dor em região lombar. Caso seu mascote já apresente algum destes sinais, procure um especialista capacitado o quanto antes para um diagnóstico e tratamento adequado. 

O ideal é lembrar que a saúde dos rins começa com a prevenção!

 

UROLOGIA VETERINÁRIA

A Urologia Veterinária é a especialidade dedicada às doenças do aparelho urinário inferior (bexiga, próstata, uretra) dos animais. Geralmente sinais clínicos como por exemplo dificuldade ou dor para urinar, urina com sangue ou cristais estão relacionadas às doenças urológicas. Além destas, o Urologista Veterinário também é responsável pelo diagnóstico, tratamento e prevenção das seguintes condições:

 

  • Infecções/inflamações urinárias (uretrites, cistites, prostatites, abscessos prostático);

  • Litíase ureterais, vesicais e uretrais;

  • Anomalias anatômicas congênitas ou adquiridas do trato urinário inferior;

  • Incontinência urinária;

  • Distúrbios de micção.

As doenças do trato urinário são muito comuns em nossos animais, entretanto, os Médicos Veterinários Clínicos não parecem dar a real importância para estes distúrbios. As Infecções urinárias, os cálculos urinários, as cristalúrias, as doenças prostáticas, os distúrbios de micção e a hematúria são muitas vezes subdiagnosticados e não tratados de forma adequada, levando o paciente a desenvolver complicações futuras importantes. Estas afecções não podem ser menosprezadas, pois causam desconforto e dor, além de poderem evoluir para quadros graves e fatais. Caso seu pet apresente alguma destas condições acima, procure um especialista capacitado o quanto antes para o diagnóstico e tratamento adequado. 
 

OZONIOTERAPIA VETERINÁRIA

A terapia com ozônio é relativamente nova no Brasil, mas muito utilizada na medicina há muitas décadas em países como Alemanha, Cuba e Rússia. Atualmente a Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ) tem difundido cada vez mais este procedimento na Medicina Veterinária. 

Devido às características do gás, ele é muito utilizado tanto para fins médicos, como industriais, porém é importante ressaltar que somente o ozônio medicinal pode ser utilizados para fins terapêuticos.

A terapia consiste na administração de uma mistura de gás oxigênio e ozônio, formado a partir de um gerador elétrico. A mistura é segura e pode ser administrada pelas mais diversas vias, dependendo das necessidades do paciente. Quando utilizado na concentração e via correta, não há efeitos colaterais que contra-indiquem a terapia. Muitas doenças podem ser influenciadas positivamente ou mesmo curadas pelo ozônio. 

A Ozonioterapia estimula os sistemas antioxidantes, possui ação vasodilatadora e ação antisséptica. Desta forma esta indicada para todos os distúrbios isquêmicos, inflamatórios, álgicos, infecciosos, oncológicos e oxidantes, determinando o amplo número de doenças em que a ozonioterapia pode ser utilizada de forma isolada ou complementar. Dependendo da enfermidade e da condição clínica do paciente, o ozônio pode ser aplicado de diferentes formas e protocolos, tendo como principais benefícios:

·      Modulação de sistema imunemediado (aumento do número de leucócitos e ativação imunológica).

·      Geração de O2  singlete estimula eliminação de substâncias, endógenas e exógenas, pelo organismo.

·      Efeito quelante de metais pesados.

·      Reduz agregação plaquetária.

·      Aumenta deformidade de hemácias (melhora perfusão sanguínea) e seu metabolismo energético. 

·      Reduz deposição de gordura.

·      Efeitos analgésicos e anti-inflamatórios.

·      Ação antisséptica.

·      Ação esclerosante.

           

Entre tantas indicações, nos pacientes idosos, com distúrbios articulares degenerativos ou doenças oncológicas, a terapia com ozônio traz grandes benefícios, melhorando de forma significativa a qualidade de vida.

É importante frisar que doses excessivas de ozônio podem causar danos aos pacientes, e doses baixas podem ser ineficientes. Somente um profissional capacitado e experiente poderá indicar a dosagem e via de aplicação correta. Por isso a importância em escolher muito bem o profissional que cuidará de seu mascote, pois quando utilizada de forma correta e indicado com segurança, a ozonioterapia se torna segura, valiosa e eficaz! Para saber se a ozonioterapia está indicada para seu pet, entre em contato com um veterinário especializado na área.

 

TERAPIA COM CÉLULAS-TRONCO

A Terapia com Células-tronco é uma especialidade da medicina regenerativa que pode auxiliar na recuperação/cicatrização de diversos tecidos e órgãos. Atualmente há várias aplicações na medicina veterinária, entre elas diversas doenças degenerativas e inflamatórias, como a doença renal crônica. As células-tronco tem o potencial de modular e cessar a inflamação nos tecidos acometidos, retardando a fibrose tecidual.

 

Por praticidade, as células-tronco são isoladas a partir do tecido adiposo, mas também há outros locais nos quais se pode consegui-las, como medula óssea e polpa dentária. A terapia consiste na aplicação de células-tronco mesenquimais, do próprio paciente ou de um doador. Quando se opta pelo uso das células do próprio animal, deve-se proceder a coleta, seguida de extração e cultivo das mesmas, para posterior aplicação. No caso de células alogênicas (de um doador saudável), as amostras já foram extraídas e cultivadas, e encontram-se armazenadas em um banco de células. A utilização de células alogênicas é segura, pois estas não apresentam em sua superfície moléculas do complexo de histocompatibilidade do tipo II (MHC classe II), portanto são consideradas imunocompatíveis, não causando rejeição ou reações adversas no receptor.

Não são quaisquer pacientes que podem receber o tratamento com células-tronco. Há algumas condições que contra-indicam a terapia, como histórico ou presença de neoplasias. Para um melhor resultado, a triagem do paciente deve ser realizada com muito cuidado, identificando qualquer possível foco de infecção ou neoplásico. Por isso a necessidade de um profissional capacitado para avaliação do paciente e indicação adequada da terapia.

As aplicações podem ser realizadas nos tecidos lesionados ou sistemicamente. No caso de doença renal, a aplicação pode ser realizada diretamente na artéria renal, mas para isso há necessidade de anestesia e laparotomia ou laparoscopia. A aplicação sistêmica é um procedimento menos invasivo, porém não há garantias que as células irão diretamente para os rins, pois a aplicação é realizada em um vaso periférico. As células-tronco vão se distribuir em todos os tecidos que apresentarem inflamação, portanto, para garantir que chegarão células suficientes aos rins, são necessárias aproximadamente três aplicações.

Em doentes renais, a terapia auxilia na redução de lesões tubulares e fibrose renal, além de prevenir novas injúrias em pacientes com doenças crônicas. Para saber se esta modalidade de terapia é adequada para o seu mascote, procure um especialista capacitado na área.

 

ESCLEROTERAPIA

As doenças renais císticas são relativamente comuns em pequenos animais. Elas podem ser congênitas, hereditárias ou adquiridas. A doença renal policística (PKD) caracteriza-se por ser uma doença de caráter hereditário, classificada como autossômica dominante, causada por uma mutação que altera uma glicoproteína (Policistina-1), que possui papel importante no desenvolvimento dos túbulos renais e alteração na expressão desta proteína leva à formação de cistos renais. Os cistos renais adquiridos costumam ser solitários e simples.

Geralmente formam-se por alteração de pressão, obstrução ou alteração no gradiente de fluídos dentro dos néfrons.

 

O crescimento de cistos renais podem levar a destruição de néfrons vizinhos, além de predispor a formação de abscessos renais. Portanto, a remoção dos cistos renais está indicada sempre que estes cistos se tornarem complexos (presença de sedimento no interior), cistos parapiélicos (próximos a pelve renal) que estiverem comprimindo as estruturas do hilo renal ou cistos muito grandes que possam estar causando algum desconforto abdominal.

 

A escleroterapia é um procedimento clínico que consiste na drenagem e esclerose de cistos renais, guiados por ultrassom, que evitam a necessidade de cirurgia. Após a retirada do fluido, é injetada uma solução esclerosante, para impedir o acúmulo de mais líquido no interior do cisto. Está indicada nos pacientes com Doença Renal Policística ou Cistos Renais solitários. Para a realização deste procedimento procure um especialista capacitado e experiente.

 

TERAPIAS DIALÍTICAS

A hemodiálise e diálise peritoneal são terapias de substituição renal, ou seja, realizam a função excretora que os rins não são mais capazes. Estas terapias são indicadas sempre que os rins, de forma temporária ou permanente, perderam a capacidade de excretar as toxinas urêmicas.

 

As Terapias Dialíticas estão indicadas nos quadros de Lesão Renal Aguda e Doença Renal Crônica que não respondem aos tratamentos convencionais, ou intoxicações por substâncias de baixo peso molecular. Para ver se o seu mascote possui indicação para alguma destas terapias, procure um especialista capacitado em terapias dialíticas e veja qual será a mais indicada.

Hemodiálise

A Hemodiálise consiste em uma filtração extracorpórea do sangue, por meio de uma máquina e um capilar, que retiram uma parte do sangue, de forma temporária, para realizar a purificação que os rins não estão sendo capazes de fazer. As toxinas são removidas e o sangue volta mais purificado para o paciente. A quantidade e o tempo das sessões depende da severidade do quadro e tamanho do paciente. Na Medicina Veterinária, indica-se a Hemodiálise para estabilizar pacientes gravemente acometidos, para manter a terapia conservadora posteriormente. Um dos grandes limitantes da terapia é o tamanho do paciente, que deve ter peso superior a 4 kg, caso contrário a indicação é a Diálise Peritoneal.

Diálise Peritoneal

 

Na Diálise Peritoneal, a filtração do sangue ocorre através do peritônio. Não há necessidade de máquina como na Hemodiálise, mas de um pequeno procedimento cirúrgico para implantação do cateter na cavidade abdominal. Para está técnica, o tamanho do paciente não é limitante, mas o cuidado com a limpeza e curativo no local de inserção do cateter te que ser redobrado para evitar infecção.

 
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